Na noite desta segunda-feira, 12 de dezembro, a Associação do Comércio, Indústria e Serviços (ACI) de Carlos Barbosa recebeu cerca de 70 pessoas do município e da região para uma palestra com o secretário Estadual da Fazenda, Giovani Feltes. O encontro, que apresentou um panorama da situação fiscal do Rio Grande do Sul e as perspectivas do Executivo para 2017, permitiu que empresários e lideranças da Serra Gaúcha conhecessem a realidade do Estado por meio de uma fonte oficial do governo.
O presidente da ACI, Fabiano Paloschi Ferrari, acredita no potencial produtivo do Rio Grande do Sul para contornar a crise e se reerguer. “Nós, da ACI, acreditamos que o momento pede retenção de gastos e investimentos em oportunidades. Nosso estado tem diversidade econômica e, com medidas eficientes, poderá voltar a crescer de forma saudável”, pontuou.
Em sua fala, Feltes fez uma retomada do desempenho econômico do Rio Grande do Sul nos últimos 45 anos, apontando os períodos mais difíceis enfrentados pelos gaúchos. “Durante 45 anos, em apenas sete gastamos menos do que arrecadamos, ou seja, a dívida do Estado não é nova e agora chegamos a um ponto insuportável, que exige medidas para pelo menos amenizar essa situação”, explicou.
O secretário também avaliou os resultados alcançados com as medidas de ajuste fiscal adotadas até o momento e esboçou os desafios a serem enfrentados para que o Estado equilibre as contas públicas. “A renegociação da dívida pública com a União, por exemplo, foi um grande negócio para o Rio Grande do Sul, assim como para outros estados endividados. Mas nossa principal estratégia para melhorar a realidade do Estado, aliviando dívidas e estimulando o crescimento, é o pacote de medidas para conter a crise, apresentado em novembro deste ano”, lembrou Feltes.
Entre as medidas anunciadas pelo pacote contra a crise, citado pelo secretário, estão a extinção de 11 órgãos ligados ao Executivo – nove fundações, uma companhia e uma autarquia – e a redução no número de secretarias, que passaria de 20 para 17, com três fusões. Caso o pacote seja aprovado pela Assembleia Legislativa, o governo espera uma economia de R$ 146,9 milhões por ano aos cofres do estado.
Para Ferrari, as medidas propostas pelo Executivo têm chances de, a longo prazo, equilibrar a dívida pública. “O nosso ponto de vista é que a situação do Rio Grande do Sul tem que mudar. Por isso apoiamos o pacote proposto. Mesmo que talvez precise de alguns ajustes, no momento é a alternativa que lança luz sobre a grave realidade da economia”, ressaltou.
Fotos: Maíla Facchini/ Quarto Estúdio